Brasília, 04 de Fevereiro de 2012
Página inicial
Quem somos
Contato
Cadastre-se
Anuncie aqui
Notícias | Entrevistas | Notas | Artigos | Enquete | TV Câmara | TV Senado | Agendas

Anuncie Aqui

Fim do recesso acirra tiroteio entre juízes e partidos políticos 31.01.2012

Com o fim do recesso e recomeço dos trabalhos do Judiciário e do Legislativo, nesta semana, vai piorar o festival de balas perdidas entre juízes e entre partidos. Também está a pleno vapor o tiro ao alvo em ministros e segundo escalão do governo.

Na parte de cima da estrutura de comando, quem deve ser a primeira vítima de 2012 é o ministro das cidades, Mário Negromonte. A presidente Dilma Rousseff acertou a saída dele com a direção do PP e com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), seu avalizador. Negromonte é suspeito de ter autorizado uma fraude para encarecer um projeto para a Copa do Mundo em Cuiabá. Além disso, segundo auxiliares, Dilma o considerava um mau gestor - no comando do maior orçamento do PAC em 2011, Negromonte pagou apenas 8% das autorizações de gastos do ano.

Será o nono ministro a deixar o governo Dilma. Desses, seis foram após denúncias de irregularidades. Ele poderá sair ainda nesta semana, logo depois da volta de Dilma ao Brasil, na quarta-feira. Para substituí-lo, vários nomes do PP estão sendo analisados, mas Dilma prefere Márcio Fortes, que já foi ministro das Cidades e hoje ocupa o cargo de Autoridade Pública Olímpica.

Depois da queda de sete ministros, Dilma parecia ter desistido da brincadeira quando o amigo Fernando Pimentel entrou na roda. Em vez de Pimentel (Desenvolvimento) - que parece firme, mas deve sofrer novos ataques vindos do PMDB insatisfeito - e de Fernando Bezerra (Integração) que está cai não cai, só tinham sido “faxinados” até ontem o diretor do Dnocs, o chefe de gabinete de Cidades e o chefão da Casa da Moeda.

Mas, como na quinta-feira a presidente terá de enviar uma mensagem com os planos de trabalho do governo ao Congresso, precisou defenestrar Negromonte e é possível que o acerto para a saída ocorra na sexta-feira. A presidente pretende reunir-se com o ministro, uma forma de demonstrar um último sinal de prestígio, repetindo um gesto que usa desde a saída de Antonio Palocci (Casa Civil), em junho.

Judiciário - No Judiciário, sempre tão (auto) protegido, os que queriam calar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) conseguiram uma gritaria nunca vista. Em vez de apenas fiscalizar o sistema e investigar os juízes, o órgão tem sido excelente motivo para quebrar a caixa preta, justamente quando vem aí o julgamento do mensalão.

Às vésperas do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá se o Conselho Nacional de Justiça pode ou não investigar supostos desvios de conduta de magistrados antes das corregedorias regionais, marcado para amanhã, a corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, evitou comentar o caso. A ação foi proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), que é contrária aos poderes de investigação do conselho porque vê conflito de competência.

A gritaria em torno do CNJ já teve seus primeiros efeitos negativos para a imagem do Judiciário. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça investiga se pagamentos privilegiados para 29 desembargadores entre 2006 e 2010 foram feitos diretamente nas contas correntes dos magistrados, sem registro em contracheques.

Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão responsável pelo controle administrativo dos tribunais, “não há nenhuma disposição específica em lei geral sobre como devem ser preenchidos os documentos comprobatórios de remunerações”.

Porém, a falta de transparência na corte é agravada pela dificuldade de obter informação no setor de folha de pagamentos. A recusa em fornecer dados sobre remunerações causou a primeira rusga significativa do tribunal com o CNJ.

Outro embate entre o CNJ e os magistrados está no número de desembargadores investigados. Investigações em andamento contra magistrados dos tribunais de Justiça envolvem pouco mais de 1% dos desembargadores. Levantamento recente feito as partir do banco de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, dos 1.333 processos que investigam a toga nos TJs de todo o País, só 14 tem desembargadores (o mais alto cargo nas cortes estaduais) como foco. Outras 20 denúncias contra estes magistrados foram arquivadas desde que os dados começaram a ser colocados no site da presidência do CNJ, em outubro.
 


ABC POLITIKO - LINHA DIRETA COM O PODER
blank

Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal Voltar a Página Principal
VEJA MAIS

27.01.2012 Dilma enfrenta PMDB no combate à corrupção
26.01.2012 Henrique Alves mostra as garras do PMDB para o Planalto
25.01.2012 Dilma começa agora a impor o seu estilo de governar
24.01.2012 Lula e FHC antecipam debate sucessório de 2014
23.01.2012 Dilma quer controle de gastos sem comprometer crescimento

VEJA TODOS

SRTVN Quadra 701 Bloco B Sala 826 - Centro Empresarial Norte | Brasília - DF | CEP 70710-200 | Fone: (61) 3328-2991 | Fax: (61) 3328-2152