
MARINA SILVA
O Brasil também pode fazer um gesto em direção ao fundo para adaptação e mitigação. Ele veio para a conferência com metas, podem não ser as ideais, mas criou um clima positivo no âmbito da negociação. Acho que quem foi proativo chegando aqui com uma meta voluntária de redução de emissões, pode muito bem continuar com essa proatividades, colocando um esforço na cesta. O Brasil pode ajudar a desempatar esse jogo. Como já até emprestou recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI), pode fazer um gesto, colocando US$ 1 bilhão, quem sabe? Pode ser mais, não vou ficar triste com isso. Se o Brasil fizesse isso, poderia acontecer um constrangimento ético, pois assim os demais emergentes sentiriam-se obrigados a também se comprometer com medidas. O que não podemos ter aqui é uma decisão baseada na limitação dos países por causa de seus interesses nacionais. |
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DILMA ROUSSEFF
O Brasil não deseja aplicar dinheiro no fundo global. É preciso cautela. Estamos tratando de uma coisa séria, que é a proteção do meio ambiente. Quem puder colocar sua contribuição voluntária dará, mas me desculpe, não é US$ 1 bilhão de dólares. US$ 1 bilhão não faz nem coceguinhas. Podem haver contribuições voluntárias de quem acha que pode contribuir para este fundo. É como um objetivo. A gente não tem objetivo obrigatório. Quem quiser contribuir, pode. Mas a premissa, definida pelo protocolo de Quioto, criado em 1997, indica que a responsabilidade histórica pelas emissões é dos países ricos, com obrigação de financiar as ações do mundo em desenvolvimento para frear as emissões projetadas para os próximos anos. Está previsto na convenção: as ações mitigatórias dos países em desenvolvimento dependem do financiamento dos países desenvolvidos. |
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