Brasília - Definida a estratégia de dar prioridade às Regiões Sudeste e Sul, onde se concentra a maior parte do eleitorado, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, deve visitar apenas mais dois Estados do Nordeste e um do Norte até o dia da eleição.
O roteiro da campanha prevê visitas aos Estados mais populosos das duas regiões. No início de setembro ela vai ao Ceará, terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste (5,8 milhões de eleitores). No Ceará, Dilma vai pedir votos para o governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição, e dividir o palanque com o irmão dele, deputado Ciro Gomes, afastado da disputa presidencial para que o PSB apoiasse a candidatura da petista. Ela ainda vai a Sergipe, Estado com pouco mais de um milhão de eleitores, mas que é o berço político do presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Na Região Norte, Dilma e Lula vão ao Pará reforçar a campanha da governadora Ana Júlia (PT), que enfrenta uma dura disputa pela reeleição com o ex-governador tucano Simão Jatene, mas não farão mais uma escala no vizinho Amazonas.
Lá os candidatos Braga e Graziotin disputam uma vaga com o senador Arthur Virgílio (PSDB) - um dos líderes mais combativos da oposição, que Lula gostaria de não ver reeleito. Entretanto, o presidente e Dilma abortaram a visita ao Amazonas para não acirrar os ânimos entre os dois candidatos de partidos aliados que concorrem ao governo: Omar Aziz, que tem o apoio do PMDB de Braga, e o candidato do PR, o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. O PR foi a primeira sigla a oficializar o apoio à candidatura de Dilma.
Nesta semana, a ofensiva petista mira a Região Sul. Lula e Dilma vão ao Paraná e ao Rio Grande do Sul.
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