| Antônio Cruz/ABr |
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| Oposição a Arruda participou de protesto |
Da Redação
Brasília - Manifestantes promoveram uma passeata na região central de Brasília, no domingo (7), pedido a saída do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), que seria o suposto comandante de um esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília.
Eles ocuparam uma das principais avenidas da cidade, conhecida como "Eixão." Um outro protesto a favor do governador, que também ia acontecer neste domingo, foi cancelado.
Afastamento
Na sexta-feira, Rodrigo Arantes, sobrinho de Arruda e suspeito de ser o intermediário de um suborno com o radialista Edson Sombra, pediu afastamento do governo.
Rodrigo teria ordenado emissário Antonio Bento, funcionário do próprio radialista em um jornal quinzenal, a entregar R$ 200 mil a Edson Sombra. "Meu nome foi citado indevida e maldosamente", disse.
Bilhete
O advogado de José Roberto Arruda (sem partido), Nélio Machado, afirmou no sábado (6) que o governador do Distrito Federal pode sim ter dado o papel que seria usado pelo ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) para supostamente tentar subornar o jornalista Edson Sombra. Na sexta (5), o advogado havia afirmado que o governador "deixa à mesa papéis que escreve" e que uma das hipóteses era que Naves teria pegado o suposto bilhete da mesa de Arruda.
"Isso [entregar o bilhete a Naves] pode ter acontecido, mas se aconteceu, a importância é nenhuma. Não tinha bilhete, não tinha destinatário, não tinha assinatura, não tinha solicitação", disse.
O papel tem seis frases: "gosto dele"; "sei que tentou evitar"; "quero ajuda", "sou grato", "Geraldo tá valendo" e "GDF ok". Segundo Sombra, era o início de uma tentativa de suborno, que culminou com a prisão de Antonio Bento da Silva depois da entrega de uma sacola que, segundo a Polícia Federal, teria R$ 200 mil. O advogado reafirmou que a tentativa de suborno não existiu.
Naves disse que recebeu o papel das mãos do governador. "Eu falei: "me dá" pra eu lembrar os tópicos. Eu peguei da mão dele. Os advogados estão dizendo que ficou em cima da mesa, que eu peguei inadvertidamente. Não, os advogados não estavam lá", afirmou.
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