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| Serra sofre pressão por definição |
Brasília - O PSDB aumentou a pressão para que o governador de São Paulo, José Serra, lance sua candidatura à Presidência da República após pesquisa Datafolha indicar queda na vantagem de Serra (de 14 para quatro pontos percentuais) sobre a ministra Dilma Rousseff (PT) nas intenções de voto para as eleições deste ano.
O resultado da pesquisa também fez aumentar o assédio ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para ocupar a vaga de vice de Serra e faz surgir um plano B, com o senador Tasso Jereissati (CE) ocupando a posição. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse no sábado que a escolha de Tasso atrairia votos do Nordeste (onde Dilma tem pontos percentuais de vantagem) e neutralizaria ataques do deputado federal Ciro Gomes (PSB).
Tucanos minimizam
Líderes do PSDB afirmaram que é "natural" e "previsível" o crescimento das intenções de voto na pré-candidata do PT à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff. Pesquisa Datafolha indicou que Dilma alcançou 28% das intenções de voto e reduziu de 14 para quatro pontos percentuais a distância para o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que tem 32% das intenções.
Segundo o líder tucano na Câmara, deputado João Almeida (BA), a melhor é resultado da exposição da candidatura da ministra - que foi lançada oficialmente pelo PT -, pela aparição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa do partido na TV e das viagens para inaugurar obras pelo país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
"Ela teve uma projeção muito grande, o momento favoreceu a ela (...) mas, a despeito de toda essa exposição, o Serra continua liderando as pesquisas de intenção de voto sem fazer nenhuma campanha", disse o deputado à reportagem. O jornal afirma que os tucanos acreditam que as intenções de voto em Serra vão subir quando ele lançar a candidatura, no fim deste mês.
"Hoje só existe uma pessoa fazendo campanha ao lado do presidente Lula: a ministra Dilma. Portanto é natural que só ela cresça", disse o deputado Arnaldo Madeira (SP) à reportagem. Segundo o jornal, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ficou animado com a pesquisa: "quanto mais a população conhece a Dilma, mais sua aceitação cresce".
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