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LAVA JATO
Mantega intermediava propina ao PT, diz delator 18.05.2017
Divulgação
Mantega intermediava propinas

Brasília - O empresário Joesley Batista afirmou, no acordo de delação que firmou com a Procuradoria-Geral da República, que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega intermediava pagamentos de propina a parlamentares do PT.

Segundo o jornal O Globo, executivos da JBS afirmaram em depoimento que o então ministro era uma espécie de operador do grupo no BNDES.

Joesley disse aos procuradores que Luciano Coutinho, então presidente do banco público de fomento, era duro nas negociações, mas que, muitas vezes, Mantega participava das reuniões e os negócios fluíam de forma mais fácil.

O dinheiro de propina que Mantega recebia da empresa, segundo o relato dos delatores, seria destinado ao partido, e não ficava para ele.

Mantega foi alvo da 34ª fase da Lava Jato, batizada como Arquivo X, em setembro do ano passado, quando chegou a ser preso temporariamente, mas solto no mesmo dia por decisão do juiz Sérgio Moro. Na ocasião, ele foi detido por agentes da PF quando acompanhava a mulher em uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Na época, a Procuradoria da República, no Paraná, informou que o empresário Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, havia declarado que, em 1 de novembro de 2012, recebera um pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões ao PT.

A delação da JBS cita ainda a participação do ex-ministro Antonio Palocci, que também negocia um acordo de colaboração. O ex-ministro, segundo Joesley, foi contratado pelo grupo para prestar consultoria e ajudar a empresa como uma espécie de “professor de política” a executivos. Apesar de não ter interferido nos pleitos da empresa no BNDES, o ex-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff teria pedido doações via caixa 2 para o PT.

Nenhum dos citados se manifestou sobre as acusações

Com agências 



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