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LAVA JATO
JBS cita propina de US$ 80 milh√Ķes a Lula e Dilma 19.05.2017
Divulgação
Lula e Dilma receberam propina
Brasília - Delatores do grupo JBS, o empresário Joesley Mendonça Batista e o diretor de Relações Institucionais, Ricardo Saud, relataram pagamentos de US$ 80 milhões em propina "em favor" dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, "mediante depósitos em contas distintas no exterior".
 
As informações constam em despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. Segundo o relato, Lula teria recebido "vantagens indevidas" da ordem de US$ 50 milhões. Já Dilma,seria a destinatária de US$ 30 milhões.
 
O ex-ministro Guido Mantega, dos governos Lula e Dilma, atuaria como intermediário dos pagamentos. Os negócios seriam realizados no âmbito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), da Petros (Fundação Petrobras de Seguridade Social) e da Funcef (Fundação dos Economiários Federais), "com objetivo de beneficiar o grupo empresarial JBS".
 
Fachin ainda relata que, segundo os colaboradores, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto "solicitou a Joesley Batista a disponibilização de uma conta bancária no exterior para o depósito de valores, com a abertura de uma planilha de conta corrente para que os pagamentos fossem realizados mediante (a) notas fiscais com conteúdo e datas ideologicamente falsos; (b) em dinheiro; (c) depósitos em contas no exterior; (d) doações eleitorais dissimuladas".
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também relatou, de acordo com o despacho de Fachin, que o dono do grupo JBS confessou ter repassado R$ 30 milhões ao ex-ministro Antônio Palocci, preso no âmbito da Lava Jato, a pretexto da campanha de Dilma à Presidência em 2010.
 
Outro lado
 
A defesa de Lula disse que as afirmações de Joesley Batista sobre ele nos trechos vazados à imprensa "não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados".
 
Por meio de nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira voltaram a afirmar que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público Federal se fizerem referência, "ainda que frivolamente", ao nome de Lula.
 
"Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados. A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi - ilegalmente - devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas - com o compromisso de dizer a verdade - que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-presidente", diz a nota da defesa de Lula.
 
A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-presidente.
 
Em nota, a assessoria de Dilma diz que "são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário". E enumera três pontos: "1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário  ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos. 2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona."
 
Em entrevista à Folha de S.Paulo neste mês, o ex-ministro Guigo Mantega negou envolvimento com irregularidades e afirmou que acusações como as de executivos da Odebrecht eram "ficções" para conseguir fechar delação premiada, histórias "inverossímeis" e sem provas."
 
Com agências
 


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