Brasília, 09 de Setembro de 2010
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Dividido, PMDB enfrenta no sábado primeiro desafio 05.02.2010

Brasília - A convenção que o PMDB faz no sábado para escolher o futuro presidente da legenda é apontada por setores do PT como o início oficial de uma queda-de-braço. Com um diretório favorável à aliança com a ministra Dilma Rousseff, será travada um confronto entre a parcela do PMDB que deseja a vaga de vice para o presidente da Câmara, Michel Temer, e alas do PT ansiosas pela escolha de alguém com outro perfil.

Se o cenário na época da campanha for buscar alguém que complemente a chapa com votos, por exemplo, a vaga estará mais para o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Se for para dar tranquilidade a grupos econômicos, o nome mais adequado será o do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Até o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, admite que, se for preciso reavaliar, o PMDB o fará. Mas, por enquanto, não vê necessidade. "O PT não tem como fazer essa avaliação. Só quem fará essa avaliação, se precisar lá na frente, será o PMDB. Queremos ganhar a eleição. Se amanhã sair uma chapa Serra-Aécio, o que eu não acredito, o próprio PMDB avaliará", diz Alves, referindo-se à hipótese de uma dobradinha tucana entre os governadores de São Paulo, José Serra, e o de Minas Gerais, Aécio Neves.

Antes de chegar a esse ponto de avaliar os candidatos, o PMDB tentará fazer do nome de Temer fato consumado no sábado. Até como forma de tentar agregar votos dentro do partido em favor da ministra Dilma Rousseff. "Não há como um peemedebista deixar de votar numa chapa em que estará o presidente do partido", diz Eduardo Alves.

 

 

Assim que for reeleito na convenção deste sábado, Temer se licenciará do cargo para se dedicar a outras ações, como tocar os afazeres da Câmara e se dedicar aos movimentos de bastidores no sentido de agregar votos para a futura aliança com o PT de Dilma Rousseff. A presidência do partido, então, pelo acordo que garantiu a união do partido, ficará nas mãos de um senador.     Na quinta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-líder da bancada Valdir Raupp (RO) prometiam ir até o fim na disputa pela primeira-vice presidência do PMDB e, por tabela, o comando do partido. "Pedi a eles que se entendessem. Se não, a tendência da bancada é indicar Raupp", diz o líder Renan Calheiros (PMDB-AL).

Parte da bancada no Senado considera que Raupp, no papel de líder do governo, tenderá a fazer as vontades do PT de Lula na hora de negociar os palanques estaduais. E Raupp é visto como mais disciplinado e seguidor da vontade da maioria dos senadores que segue a cartilha de Renan. Só que Jucá é conhecido como um político desenvolto e audaz na hora de sentar-se à mesa com os caciques petistas. Há dois dias, numa reunião na casa de Temer, Jucá foi direto com Renan: "Raupp é ótimo, mas acho que eu tenho o perfil mais adequado para o momento. E estou à vontade para colocar isso em qualquer fórum."

Renan apenas ouviu. Mas para a maioria dos presentes estava claro: Jucá está disposto a se apresentar como candidato a vice-presidente na convenção para concorrer contra Raupp na hipótese de perder a indicação da bancada de senadores. A briga pela vice é uma rachadura na unidade entre as alas do PMDB que, por enquanto, está fechada em torno de Temer: "Essa convenção demonstra a união das correntes em torno de Temer. Torna ele a liderança mais expressiva do partido. É uma grande uma solução (para a vice de Dilma), mas só trataremos disso na hora adequada", diz Renan. Correio Braziliense

 

Racha


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