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PPS suspende campanha por chapa Serra-Aécio 12.03.2010

Brasília - O PPS suspendeu, por tempo indeterminado, a campanha lançada no 5 deste mês para convencer o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a aceitar a vaga de vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) à Presidência da República. "O momento de Aécio passou", reconhece o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, ao anunciar que o Movimento Serra-Aécio, ficou para trás. De acordo com Freire, começou a ficar "mais negativo do que positivo" insistir na candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), a vice-presidente numa eventual chapa “puro-sangue” encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

"O que importa agora é preparar o caminho para o início da pré-campanha. Em relação ao candidato a vice-presidente, temos ainda perto de 90 dias para resolver", afirmou Freire. O PPS apoia o nome de Serra para a sucessão ao Palácio do Planalto. Segundo o presidente nacional do PPS, um outro momento para uma eventual definição da candidatura de Aécio a vice terá de ser criado. "E quem tem de criar é ele (Aécio)", disse.

O Movimento Serra-Aécio, fundado em parceria entre Freire, o poeta Ferreira Gullar e o cineasta Zelito Viana, entregaria um manifesto ao governador de Minas Gerais defendendo a dobradinha tucana. "Eu acho que não temos mais de fazer coisa alguma. Pode até ser negativo porque Serra não precisa de um vice específico, precisa é de um bom vice, e vice é uma coisa boa quando não tira voto", disse Freire. Segundo ele, a presença de Aécio é importante, mas não fundamental. "Fundamental é a força da candidatura Serra", declarou.

O presidente nacional do partido revelou também que será candidato a deputado por São Paulo, e não por Pernambuco. Para Freire, quem quiser ser "forte" no país tem de ser "forte" em São Paulo. "Mas já tínhamos decidido também que o partido tinha de ter um reforço aqui (em São Paulo). Não é que o partido necessitasse disso, mas São Paulo é fundamental", esclareceu. Além disso, o presidente do PPS explicou que hoje tem uma ligação maior com o estado. Freire mora na capital paulista e tem uma enteada que estuda na cidade.

Sem espaço

Para Freire, não há espaço para o DEM num posto de vice de Serra. Embora o DEM tenha tomado atitudes consideradas por ele como “radicais” - em relação ao escândalo de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), como a abertura de processo interno para expulsá-lo da sigla, - o presidente do PPS acha que a eventual aliança precisa ter uma proposta de governo com "uma perspectiva de superação". "Mas não é uma ruptura", julgou.

"Não seria ideal o DEM estar nessa proposta. O DEM tem uma relação muito estreita com o Brasil agropecuário, que é importantíssima, mas o projeto brasileiro não é mantermos o Brasil campeão das exportações agropecuárias e ter uma das agriculturas mais desenvolvidas do mundo. O Brasil precisa ter um projeto nacional de desenvolvimento, tendo como característica uma política industrial. Talvez um componente mais vinculado a esse setor seja o ideal para o Serra", prosseguiu. Com agências


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