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Delta pagou propina a Cabral em obras do Maracan√£ 07.08.2017

Brasília - Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas nesta segunda-feira (7), o empresário e ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish, afirmou que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) solicitou propina para que a empreiteira pudesse participar do consórcio que faria a reforma no estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

Cavendish disse que foi até o então governador para falar do interesse que tinha de a Delta participar da obra. Segundo ele, Cabral afirmou que havia um acerto para a Odebrecht assumir a reforma e que a empreiteira pagaria 5% de propina.
 
O empresário contou que o peemedebista declarou que a Delta teria que pagar o mesmo percentual. Cavendish concordou.
 
De acordo com o empreiteiro, a propina foi paga em espécie ao longo da execução da obra. A Delta deixou o consórcio em 2012, em meio ao escândalo da CPI do Cachoeira.
 
Cavendish disse que o dinheiro se tratava de propina e não doação para campanha, via caixa 2, ao contrário do que tem alegado o ex-governador. Cabral tem sustentado em seus depoimentos que o dinheiro movimentado era de sobras de campanhas.
 
Prisão
 
Fernando Cavendish foi preso em junho do ano passado na Operação Saqueador. Além dele, o bicheiro Carlos Augusto Ramos — o Carlinhos Cachoeira — e o empresário Adir Assad também estavam entre os alvos.
 
A investigação constatou que os envolvidos, "associados em quadrilha", usaram empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões, obtidos pela Delta direta ou indiretamente, por meio de crimes praticados contra a administração pública, para o pagamento de propina a agentes públicos.
 
Também foram alvo da operação Cláudio Dias Abreu, que já foi diretor regional da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal, e Marcelo José Abbud, que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), é dono de empresas de fachada usadas no esquema de lavagem.
 
De acordo com investigação do MPF, 96,3% do faturamento da Delta entre os anos de 2007 a 2012 era oriundo de verbas públicas, totalizando um montante de quase R$ 11 bilhões. Os procuradores afirmaram que mais de R$ 370 milhões foram lavados por meio de 18 empresas de fachada.
 
Os responsáveis pela criação dessas empresas foram Cachoeira, Assad e Abbud. Por meio de contratos fictícios, as empresas fantasmas lavavam os recursos públicos. Os recursos eram sacados em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos para impedir o rastreamento das verbas.
 
A investigação apontou que os pagamentos feitos pela Delta às empresas de fachada tiveram aumentos significativos em anos de eleições.
 
Com agências

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